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COLHEITA PROTEGIDA

Vazio sanitário pode evitar prejuízo da produção. A medida possibilita menor uso de fungicidas para controle da doença

 

Intensificar o cultivo, qualificar e aumentar a produtividade agrícola no Brasil são alguns dos grandes desafios. Sobretudo porque nos últimos anos os produtores brasileiros têm convivido com o aparecimento de pragas e doenças com alto potencial de danos econômicos. A preocupação nasce do fato de que, nos países com clima tropical, há maior incidência de pragas e doenças nas lavouras do que nos países temperados e frios, o que exige maior rigor na adoção de técnicas, manejos e uso de tecnologias.

Para minimizar os danos causados por essas doenças e facilitar seu controle, são utilizados diferentes métodos, tendo destaque o vazio sanitário, já instaurado para alguns cultivos na produção brasileira. O vazio sanitário consiste em um período de 60 a 90 dias em que não se pode semear ou manter plantas vivas (cultivadas ou voluntárias) nas lavouras de culturas como soja, feijão e algodão. Em cumprimento às normativas estaduais neste período, todas as espécies voluntárias, hospedeiras de pragas-alvo e doenças devem ser destruídas mediante o uso de produtos químicos ou métodos físicos, como a utilização de grade, dentro do prazo estipulado.

Dentre os benefícios do vazio sanitário destaca-se a queda na ocorrência da doença e/ou pragas-alvo, o que reduz a necessidade de outros métodos de controle e, consequentemente, acaba sendo uma economia nos custos de produção. Para o engenheiro agrônomo, mestre e doutorando em Fitotecnia Juscelio Ramos de Souza, o vazio sanitário tem como objetivo principal reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) durante a entressafra e assim atrasar o máximo possível a ocorrência da doença na safra. “Esse manejo, realizado pelos produtores e pelas agências de defesa vegetal, traz enormes benefícios para o agronegócio. Quando é adotado o vazio sanitário é realizada a eliminação das plantas de soja na entressafra, quebra-se o ciclo da doença, reduzindo assim a quantidade de estruturas de reprodução do fungo presentes no ambiente. Além do ganho sanitário, a proibição do plantio pode gerar ganho econômico, em função da possível redução da quantidade de aplicação de fungicidas para controle da doença. Outro benefício dessa estratégia de manejo é contribuir para evitar que o fungo desenvolva resistência aos produtos químicos disponíveis para o seu controle”, explicou.

No Brasil, atualmente, onze estados adotam o regime de vazio sanitário regulamentado. Tocantins, Maranhão, Pará, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Minas Gerais, Rondônia e São Paulo, além do Distrito Federal. Os agricultores que não cumprirem o vazio sanitário estarão sujeitos a penalidades. O período de início varia conforme a legislação de cada estado, geralmente entre os meses de junho e julho e termina no mês de setembro. No Distrito Federal, desde o dia 1º de julho a fiscalização do vazio sanitário da soja foi intensificada, e as equipes da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural podem aplicar multas a quem descumprir a medida.

As sanções vão de R$ 15 mil a R$ 50 mil e obrigatoriedade de eliminação dos pés de soja. Até 30 de setembro, serão vistoriadas 200 propriedades em todo o Distrito Federal. O impedimento tem o objetivo de quebrar o ciclo de vida do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. A doença é a principal causa de perdas na lavoura, uma vez que leva ao amarelecimento precoce de folhas e caule e prejudica o enchimento dos grãos.

A eliminação das plantas pode ocorrer de forma química, com a aplicação de herbicidas; ou mecânica, com o uso de maquinário para remexer o solo. Outra opção é colocar o gado para se alimentar dos pés de soja, ainda que não seja a mais comum.

Tecnologia - As variações climáticas são cada vez mais impactantes e determinantes na agricultura e com isso o produtor vive uma constante luta contra as intempéries para tentar blindar sua lavoura. Modificar o tempo e o clima ainda não é possível, mas já existem tecnologias que ajudam a aumentar a resistência das plantas, minimizando os impactos climáticos. A novidade no mercado é o fertilizante foliar Hulk, desenvolvido pela Kimberlit Agrociências.

Segundo o pesquisador Juscelio Ramos, esse fertilizante possui em sua composição nutrientes e substâncias orgânicas capazes de induzir os genes de resistência em plantas, agindo nutricional e fisiologicamente contra os estresses abióticos e bióticos. Ou seja, “atua promovendo a maior produção de proteínas PR (proteínas resistentes à patogenicidade) nas culturas submetidas a: pragas, doenças, falta de água, excesso de luminosidades e nematoides (vermes de solo). O Hulk pode ser posicionado em todas as fases fenológicas das culturas, aumentado os níveis de substâncias de defesa como glucanases, defensinas, peroxidas, quitinases e tioninas, dessa forma, quando esse produto é posicionado em conjunto com os defensivos, ele aumenta o potencial de ação destes no controle dessas fitoenfermidades”.

Ferrugem da soja - No Brasil, a primeira ocorrência da ferrugem asiática da soja foi identificada em 2001. A doença é um dos principais problemas para os produtores de soja e possui um custo médio de US$ 2 bilhões por safra.

 

Por Hulda Rode - Imagens: Tony Winston/Agência Brasília

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